Depressão infantil

A DEPRESSÃO INFANTIL ESTÁ ASSOCIADA A FALTA DE AFETIVIDADE MATERNA. A FALTA DESTA AFETIVIDADE DESENCADEIA MARCAS PROFUNDAS NA FASE ADULTA.

Estudo e dados da OMS.

Transtorno da Afetividade na infância precoce

Durante muitos anos a depressão infantil não foi considerada ou, quando muito, esperava-se encontrar nas crianças a mesma sintomatologia do adulto deprimido. Critérios mais adequados de diagnóstico, juntamente com a eficácia incontestável dos tratamentos, com notável melhora na qualidade de vida emocional e no desempenho dessas crianças, conscientizaram os profissionais envolvidos na área da existência desse quadro.

Para essas alterações afetivas possíveis na primeira infância a Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou uma série de critérios de observação. Foi um grande passo na descrição dos transtornos psicológicos nesta faixa etária, dividindo-os em duas categorias:

1. Reação de Abandono (ou de Dor e Aflição Prolongadas), que é específica das situações onde falta a figura materna ou de um cuidador afetivamente adequado, e;
2. Depressão na Infância Precoce.

Na primeira infância se detectam alterações depressivas quando o lactente é pouco comunicativo, confundido normalmente com um bebê muito bonzinho ou, por outro lado, quando a depressão se manifesta com irritabilidade, caracterizando bebês irritáveis, com tendência a hiperexcitabilidade, ou ainda, com retraimento social e aversão a estranhos, fazendo os bebês estranharem muito as mínimas mudanças em seu entorno.

Na faixa etária bastante precoce existe a questão do apego, que é um impulso primário e inato, parte de um processo de seleção natural onde a criança desenvolve um forte vínculo afetivo para com a figura de maior ligação afetiva, em geral a mãe. O apego é uma resposta de busca de proteção necessária à sobrevivência da espécie. O bebê afetivamente mais sensível pode ter dificuldades em relação ao apego e vice-versa, ou seja, problemas na oferta do vínculo afetivo podem ocasionar dificuldades afetivas futuras.

Fonte: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO%2FLerNoticia&idNoticia=339