Adoção: Contando a história da família através de um álbum

Queridos,

Compartilho com vocês a história e a ideia da Karla Karine Mediotti. Pois bem, ela está preparando um álbum de scrapbook da família super legal!! 

Lembram do post sobre o diário da adoção no qual contamos um pouco sobre como é a técnica do scrapbook? Segue o link: http://gravidezinvisivel.com/gravidez-do-coracao/a-importancia-do-diario/ 

Vale a pena conferir o relato dela!

Beijos com carinho, Lu


Nossa história com adoção começou assim que começamos a namorar e falei para o Bruno que queria adotar. Sempre sonhei em adotar, nunca me imaginei grávida… Mas até então queríamos adotar um bebê. Somente nesse ano, ao receber em minha sala de aula uma aluna de 5 anos que estava abrigada, que tudo mudou…
IMG_2207234362037_resized
Fomos visitar o abrigo e conhecemos outras crianças “maiores” abrigadas. Nesse momento tudo mudou pois percebemos que crianças abrigadas não são tão independentes quanto achavámos que eram. Muito pelo contrário, percebermos que quanto mais “velhas” as crianças forem, mais abertas estão para uma aproximação!!!
 IMG-20141222-WA0118_resized
Então, a saga começou em março quando entregamos toda papelada. Em Junho fizemos o curso. Em Outubro fizemos a entrevista com o Assistente Social, quando traçamos o perfil: menina de até 8 anos, e, logo recebemos a visita em casa. Por fim, em Janeiro do ano que vem passaremos pela avaliação psicológica.
Com o passar do tempo a ansiedade passou a bater então não consegui me segurar mais e comecei a preparar o que dava, então comecei a registrar tudo que IMG-20141222-WA0117_resizedfazíamos para depois fazer um scrapbook. Essa semana passei numa lojinha que amo e vi esse livrinho de scrap que dá pra levar na bolsa e comprei lógico… cheguei em casa e resolvi 20141221_195930_resizedfazer o álbum pois acho uma boa apresentar a família em fotos pra não ser tão surpresa o primeiro encontro. Então fiz o scrap da família, tem até as dogs rsrs, e agora penso em completar com fotos da nossa casa e dos preparativos que estamos fazendo! 20141221_200047_resized

Obrigada pelo carinho e parabéns pela iniciativa do site, com certeza está ajudando e inspirando muitas pessoas assim como me inspirou a fazer um álbum da gravidez do coração quando nos habilitarem!
Beijos, Karla
 20141221_200111_resized
Anúncios

Como Fui Escolhida – Uma História de Adoção Tardia

Gente, a história da Romilda é linda demais!!!! Li o testemunho dela em outro blog, entrei em contato por email e ela autorizou a publicação aqui no blog. Que história linda, imperdível!!! 

DSC00901 (2)

“Em minha história de vida existiram muitas perdas e começaram precocemente, porém contribuíram para minha formação e fortalecimento.

Nasci na cidade de Cachoeirinha/RS, aos meus dois anos de vida meu pai biológico faleceu. Tenho poucas lembranças dele, mas uma vívida em minha mente é de cavalgarmos, ele me segurava de forma muito afetiva e protetora.

Já minha mãe biológica faleceu na minha presença, quando eu tinha apenas sete anos de idade. A partir deste dia minha vida mudou, pois minha irmã mais velha e eu fomos morar em outra cidade com um casal de conhecidos.

Porém, mesmo antes de eu nascer, Deus já tinha tudo planejado… recém-casada, “minha irmã do coração”, foi viver em uma cidade próxima àquela na qual eu estava. Seu esposo acabou conhecendo minha história e dividiu com ela, que por sua vez ligou para São Paulo e contou à mãe. Minha, então futura, mãe estava triste, pois já que sua filha primogênita acabara de se casar e mudara para o Rio Grade do Sul. Ouviu a história atentamente e, segundo ela, bastante comovida fez apenas uma pergunta: “Ela não tem mais ninguém? Se não tiver e ela quiser vou buscá-la”.

Minha futura irmã então me contou de São Paulo e perguntou se gostaria de “ter uma nova família”. Confesso que fiquei dividida, ora era uma oportunidade incrível, mas eu não queria ficar longe de minha irmã biológica. Conversei com ela que me convenceu das vantagens de ter uma nova família, e foi assim que eu aceitei… mesmo com medo.

Logo, minha nova mãe foi me conhecer e me buscar. Podemos dizer que foi “amor à primeira vista”, aquele olhar meigo e terno e o sorriso dócil me cativaram.

Chegando a São Paulo conheci meu novo pai e meu novo irmão, os quais estavam ansiosamente me aguardando. Eu estava com medo e tímida, mas todos foram muito compreensivos. Eu tinha apenas oito anos quando “nasci” nesta nova família.

Fomos ao juizado; entrevista com assistente social, entrevista com psicóloga, entrevista com juiz… todos preocupados com meu bem estar e se realmente era isto que eu queria. Naturalmente, eu não tinha dúvidas que esta nova família me amava.

Um ano depois de meu “nascimento”, minha “certidão” estava pronta. Era oficial!

Não vou dizer que foi fácil, pois toda a adaptação leva tempo e é complicada. Adaptar é harmonizar, acomodar, adequar sentimentos, a vida.

Não consigo imaginar como seria minha vida se meus pais não tivessem me adotado, se eles não tivessem decidido investir nesta relação, por medo e insegurança, como muitos fazem. “Adotar? Pode dar problema!” “Não conheço a família.” “E a genética?”

Meus pais não pensaram nisso. Apenas agiram com o coração, com o amor! Como minha mãe me falava: era seu desejo ter três filhos, desde solteira. Me contava que, após ter meus irmãos, sonhava com uma terceira criança, mas não conseguia ver o rosto. Depois que “eu nasci” na família, ela teve certeza que eu era a criança dos seus sonhos.

Sempre fui muito companheira de meus pais, minha mãe era minha confidente, amiga, conselheira. Meu pai ciumento, protetor e dedicado. Meus grandes exemplos.

Hoje já não tenho meus “pais do coração comigo”, mas sempre me senti muito especial, amada por eles me deram tudo o que sempre precisei. Estudo, amor, um lar… o mais precioso que eu podia receber: a estrutura de um lar onde eu era amada e onde eu amava! Nunca me vi como uma filha adotiva, mas como uma filha biológica! Ora fui tão amada e desejada, como poderia ser diferente? Meus pais poderiam não ter me escolhido, mas o fizeram; e mesmo antes de me conhecer. Sou muito privilegiada!

Foi nesse lar que eu aprendi mais e desenvolvi grande relação com o Criador do Universo. Foi nesse lar onde eu recebi a base de uma família para hoje ser mulher sábia em meu lar. Foi nesse lar que eu recebi a chance de me tornar quem sou hoje. Já que eu poderia ser mais uma criança sem ‘eira nem beira’ como tantas outras por aí.

Deus me deu uma chance, meus amados pais aceitaram a chance de serem instrumentos nas mãos d´Aquele que já tinha o propósito de minha vida. Hoje eu sou extremamente feliz em meu lar, sou psicólogo graças a formação que meus amados pais me proporcionaram e sou esposa graças aos incansáveis esforços deles em me ensinarem tantos dos valores que carrego hoje. Sou feliz porque tenho um Pai no céu que não me desampara e que jamais me desamparou! Almejo, com toda minha alma, reencontrar meus pais num futuro não tão distante…”

Dados de contato:

Romilda Alessandra Pedromo Trindade, 32 anos, casada. Psicóloga. E-mail:romipedromo@gmail.com

Filhos adotivos têm lugar no coração dos pais desde as Escrituras

A princesa egípcia e Moisés, Noemi e Rute, Eli e Samuel, Davi e Mefibosete, José e Jesus são exemplos de pais e filhos adotivos encontrados na Bíblia. A adoção encontra seu espaço atualmente nos veículos de comunicação, que tentam preparar pais e “filhos do coração” para uma caminhada cheia de graça, amor e dificuldades.

Segundo a psicóloga Cyntia Marques, o relacionamento da criança com sua família molda sua auto-imagem, tem papel fundamental para sua história e interação com o mundo externo. Por isso, “o relacionamento familiar é básico na vida de todo o ser humano”.

Jesus e José

O encontro

Após 6 anos de casamento e sem filhos, Siomara Gonçalves e Marcos Borges resolveram adotar seu primeiro filho, Gabriel: “Diante da dificuldade de engravidar, Gabriel chegou para nós através de uma amiga. Ainda não tínhamos nos cadastrado”, afirmou Siomara. Porém, alguns anos mais tarde, decidiram ser pais do coração mais uma vez e adotaram Maria Clara. “Na verdade, Marcos e eu não tivemos dificuldade nenhuma. Gabriel e Maria Clara chegaram para nós como se viessem com uma ‘cegonha’. É verdade, não os procuramos. Fomos avisados da possibilidade de adotá-los por uma amiga que ficou sabendo em relação ao Gabriel, e por uma médica que viu Maria Clara na maternidade”, testemunhou o pai.

Legislação

Entretanto, nem todas as pessoas encontram tão facilmente seus filhos, segundo o advogado e presidente do Instituto de Advogados Cristãos do Brasil(IACB), Doutor Gilberto Ribeiro, para adotar uma criança é necessário ter mais de 21 anos. Se casado, o pedido deve ser feito em ambos os nomes, ser no mínimo 16 anos mais velho que o pretendido e procurar a Vara da Infância e da Juventude portando o documento de indentidade.

“A legislação brasileira, Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, é uma das mais avançadas. Por óbvio há problemas, pois como toda a lei, o ECA é uma construção humana, aplicada por humanos; contudo, considero muito razoável e creio na sua eficácia”, afirma o Dr. Ribeiro.

Relacionamento

A lei não é o único quesito na adoção, o relacionamento e seu aprofundamento ainda estão nas expectativas de muitas pessoas que desejam adotar um filho.

“O  ato de adotar requer grande disposição mental e emocional, além de uma disponibilidade autêntica, é imprescindível a decisão de amar incondicionalmente, pois é desse tipo de amor que  um filho necessita. Enfim, o casal ou a pessoa que adota, precisa ter claro para si o que significa esta criança. O acompanhamento de um terapeuta familiar bem preparado é muito benéfico nesta ocasião”,  define Ligia Galvão, mãe adotiva.

O fato de tratar de igual forma os filhos biológicos e os adotivos ainda geram preocupações, porém, para Sara Vargas,  mãe biológica do Lucas e adotiva de Jéssica e das gêmeas Kelly e Kathleen, isso não funciona nem com os filhos consangüíneos.

“Um grande sofisma é pensar que precisamos tratar todos os filhos da mesma forma.  Tratar com igualdade os desiguais é um dos maiores equívocos que podemos cometer.  Cada filho tem uma linguagem; um se sente amado e querido quando o colocamos no colo, outro quando paramos tudo para brincar com ele.  Também quando precisamos corrigi-los, se deixamos um sem a TV por um determinado período, isso realmente o afeta e é uma restrição eficaz para a correção, mas para o outro que não se importa com TV, não vai funcionar.  Precisamos amar a todos, e por amá-los,  sermos sábios para discernir a maneira de tratar com cada um e atender às necessidades de cada um.  No processo de educação de filhos, todos nos equivocamos eventualmente, mas quando há amor genuíno e humildade para nos retratar, com certeza, o amor nos levará a sermos bem sucedidos como pais”, conclui Sara.

Depois de adotados e adaptados, ainda resta um item básico: contar para a criança sobre sua situação. Há quem prefira não passar por esses momentos, deixando que a pessoa descubra por algum parente que fale sem querer sobre o assunto, durante uma conversa familiar, ou por algum coleguinha da escola. Entretanto, não é aconselhável guardar esse segredo. “Os pais que discutem abertamente com seus filhos, que compartilhem informações sobre suas origens e, até mesmo, os ajudam, ativamente, na busca por seus pais naturais, criam adultos mais seguros de si e com um ‘self’ mais firme e definido. Isso, também, proporcionara à família adotiva um relacionamento mais maduro. Tornando-se, assim, mais unida”, afirma a psicóloga.

Assim faz Sara Vargas com seus quatro filhos: “Costumo conversar com meus filhos sobre a necessidade de todos os filhos serem gerados no coração.  Existem muitos filhos, criados por seus pais biológicos, que são órfãos de pais vivos. Isso se dá devido à ausência ou escassez de relacionamento e afetividade dos pais em relação aos filhos.  Eles cresceram na barriga, mas nunca subiram de fato ao coração.  Precisamos conversar com nossos filhos sobre a sua história desde bebês, para que já cresçam com a consciência de que chegaram de forma especial.  Muitos filhos biológicos foram gerados sem planejamento, mas a grande maioria dos filhos por adoção foram extremamente desejados por seus pais adotivos.  A história da adoção tem de tudo pra ser uma linda história de amor”

Fonte: http://guiame.com.br/gospel/familia/filhos-adotivos-tem-lugar-no-coracao-dos-pais-desde-as-escrituras.html#.VHSxgIvF_gs

Vídeo: Mobilização pelo fim da institucionalização de crianças menores de 3 anos

Queridos,

Compartilho com vocês este vídeo com a campanha #FalePorMim da UNICEF:

Mobilização pelo fim da institucionalização de crianças menores de 3 anos

Link do vídeo 1 :

Link do vídeo 2:

Mais informações: http://www.falepormim.org/

Adoção: Amor não combina com preconceito

Adoção inter-racial comprova o óbvio: amor não combina com preconceito

Aumenta número de adotantes indiferentes à raça, mesmo que lentamente o quadro está mudando no Brasil

img

Apesar de vivermos em um país onde a Constituição garante que “Todos somos iguais perante a lei”, a realidade é bem diferente, a intolerância às diferenças raciais ainda se configura na atitude de adotantes que demonstram suas preferências, geralmente por crianças brancas.

No entanto, dados de dezembro de 2012 do Cadastro Nacional de Adoção revelam que há mais pessoas interessadas em adotar crianças ou adolescentes de qualquer raça. No mesmo mês de 2010, 31,4% das 30.378 pessoas cadastradas não se importavam com a raça da criança ou adolescente disponível para adoção. Dois anos depois, a porcentagem cresceu para 37,75% dos 28.780 pretendentes cadastrados.

O autor de “Amor à Vida”, Walcyr Carrasco, decidiu mudar os rumos dos personagens, Nico (Thiago Fragoso) e Eron  (Marcello Anthony), o casal gay de “Amor à Vida”, que está no processo de adoção de Jaiminho, o ator Kaiky Gonzaga.  A intenção do autor é levantar a discussão sobre a discriminação sexual e racial.  No folhetim, o escritor deixa bem claro que o amor pode superar qualquer barreira.

Mesmo que muito lentamente as coisas estão mudando no Brasil. Há dois anos, o percentual de pessoas que só aceitariam adotar crianças ou adolescentes se a raça deles fosse branca superava em 5,83%, o dos indiferentes à raça do adotado. Hoje, a relação se inverteu: há 3,55% mais indiferentes em relação ao perfil étnico das crianças do que os pais em potencial que só teriam filhos adotados da raça branca.

Pais famosos como Angelina Jolie e Brad Pitt, Madonna, Nicole Kidman e Tom Cruise são exemplos quando o assunto é adoção. Todos adotaram criança de partes diferentes do mundo; como, Camboja e Etiópia convivem de forma harmoniosa e feliz.

Aqui no Brasil o número de crianças pardas esperando para serem adotadas diminui. Segundo dados Conselho Nacional de Justiça em dois anos, o número caiu de 4.020 para 2.559. Já a comparação dos dados do CNA mostra que o percentual de interessados em adotar apenas crianças menores de um ano caiu de. 19,6% do total de adotantes, atualmente são 16,16% do total.

Fonte: https://www.espacodamamae.com.br/noticia.php?id=975

Flordelis: uma mãe de 55 filhos

Olá queridos,

Compartilho com vocês a história emocionante da Flordelis mãe de 55 filhos. Sim isso mesmo, 55 filhos!!!

1654353_600995753308046_775128439_n

A história dela é linda demais, selecionei abaixo alguns vídeos que encontrei:

A trajetória da Flordelis:

Entrevista no Fantástico:

Entrevista no programa da Hebe Camargo parte 1:

Entrevista no programa da Hebe Camargo parte 2:

Entrevista no programa da Xuxa – parte 1:

Entrevista no programa da Xuxa – parte 2:

Evento com a participação da Fernanda Lima e Sérgio Marone:

Mais informações no site do Instituto Flordelis: http://www.institutoflordelis.org.br ou na fanpage dela https://www.facebook.com/cantoraFlordelis

Que coração iluminado….!! Que esta atitude tão maravilhosa se multiplique muitas e muitas vezes!!

Com muito amor e gratidão pela vida da Flordelis,

Luciane