Adoção & Amamentação – sim é possível!

É verdade que dá para amamentar um bebê que foi adotado?

Sim, é verdade que uma mulher pode amamentar um bebê mesmo que ele não tenha saído da barriga dela. Por outro lado, pelo menos 50% das mulheres que tentam dar de mamar a um filho adotivo precisam complementar a alimentação com fórmula ou outros alimentos.

O que mais determina a produção de leite é o estímulo do bebê, quando ele suga o seio. Mas os hormônios que o organismo produz durante a gravidez ajudam a preparar o corpo da mulher para a amamentação, e sem eles é mais difícil dar início à produção do leite materno.

Não é complicado induzir a lactação, isto é, fazer as mamas de uma mulher começarem a produzir leite materno. Mas, no caso de adoção, o que atrapalha é a questão do tempo. Para garantir uma boa produção, o método mais eficaz é a mulher passar cerca de um mês usando uma bombinha profissional para estimular os seios.

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Em casos de adoção, a chegada do bebê costuma ser inesperada, por isso é difícil se preparar com antecedência.

O mais garantido é pensar na amamentação como um bônus para você e seu bebê, mas não como a única fonte de nutrição. Existem alternativas de fórmulas em pó que vão manter o bebê saudável e forte. E qualquer pouquinho de leite materno que você conseguir produzir já trará benefícios extras para o bebê.

Seu ginecologista ou um especialista em amamentação podem ajudá-la na estimulação das mamas para produzir leite, mesmo que você só comece depois da chegada do bebê. Existem medicamentos que ajudam a aumentar a produção do leite materno.

Além disso, para incentivar o bebê a sugar no seu peito, há dispositivos que se parecem com pequenos “caninhos” e que levam o leite até bem pertinho da sua mama. Assim, o bebê suga o seio e recebe leite de verdade (a fórmula), enquanto você não produz o suficiente. De qualquer jeito, é uma maneira de mantê-lo pertinho de você.

Esses dispositivos podem ser alugados em locais que possuem bombinhas tira-leite e ordenhadeiras profissionais na sua cidade. Você pode se informar numa maternidade ou então no banco de leite mais próximo.

Mesmo que você vá alimentar seu filho basicamente com mamadeira, aproveite o momento das mamadas para ficar bem próxima dele como ficaria se estivesse dando o peito, o que vai colaborar para o surgimento do vínculo mãe-filho entre vocês.

Fonte: http://brasil.babycenter.com/x5400189/%C3%A9-verdade-que-d%C3%A1-para-amamentar-um-beb%C3%AA-adotado#ixzz3JQ1DYZmm

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Amamentação Adotiva

O gostoso desafio de amamentação do filho adotado

A dificuldade deste processo não é a recuperação da produção de leite, senão conseguir que o lactente succione de uma mama sem leite. Com este objetivo pode-se gotejar leite sobre a região da aréola quando o lactente inicia a amamentação por meio de um conta-gotas. Outra possibilidade, melhor, é oferecer leite por meio de uma sonda que por um lado está conectada à um recipiente com leite e sua outra extremidade é introduzida na boca do lactente junto com o mamilo, de tal maneira que ao mamar, o lactente obtém leite da sonda e por sua vez desencadeia os reflexos de produção e ejeção do leite. Há suplementadores importados e caros no comércio, porém podem ser montados facilmente com um copo comum e uma sonda (oro ou naso gástrica) fina ou um finíssimo tubo de plástico.

Isto mesmo que vocês estão pensando, uma mãe que acaba de adotar um recém-nascido pode tentar amamentá-lo, caso deseje, esteja disponível e tenha apoio de profissional de saúde capacitado na técnica de “lactação adotiva” ou de “indução ao aleitamento materno”.

Mesmo sem o estímulo prévio dos hormônios da gestação, uma mulher pode chegar a produzir leite através do método para a reindução da lactação. Este processo exige grande motivação por parte da recém mãe e apoio profissional constante. Este esforço é amplamente recompensado ao oferecer à mãe adotiva a grata experiência de amamentar seu filho, não sendo mesmo difícil chegar ao aleitamento exclusivo.

Na mulher com a amamentação induzida, a mama não experimenta as transformações mamárias próprias da gestação, o que resulta um mamilo não pigmentado, mais sensível, podendo irritar-se facilmente. O ideal, então é que este mamilo e esta aréola sejam preparados com exercícios e banhos de sol. No caso da nova mãe haver amamentado antes, pode-se observar a presença de leite já nos primeiros 7 dias; se é sua primeira experiência, este aparece em geral durante a segunda semana, dependendo de quantas vezes o lactente é colocado ao seio para estimulá-lo. Nas mães adotivas a produção de leite segue aumentando ainda até o sexto mês. A maioria destas mulheres consegue amamentar seus filhos adotivos com seu leite pelo menos a metade das suas necessidades. Na lactação adotiva, o essencial para produzir leite, é o estímulo freqüente da mama, que pode aumentar com a ordenha manual ou pelo emprego de adequadas bombas elétricas de extração. O estímulo da sucção aumenta os níveis de Ocitocina e Prolactina na mulher e como efeito secundário podem ser observadas irregularidades ou ausência de menstruação, o que comprova que o processo está indo bem. Usamos alguns medicamentos que aumentam a prolactina como os antagonistas da Dopamina – Fator de Inibição da Prolactina. Também temos uma boa experiência com algumas substâncias homeopáticas.

A dificuldade deste processo não é a recuperação da produção de leite, senão conseguir que o lactente succione de uma mama sem leite. Com este objetivo pode-se gotejar leite sobre a região da aréola quando o lactente inicia a amamentação por meio de um conta-gotas. Outra possibilidade, melhor, é oferecer leite por meio de uma sonda que por um lado está conectada a um recipiente com leite e sua outra extremidade é introduzida na boca do lactente junto com o mamilo, de tal maneira que ao mamar, o lactente obtém leite da sonda e por sua vez desencadeia os reflexos de produção e ejeção do leite. Há suplementadores importados e caros no comércio, porém podem ser montados facilmente com um copo comum e uma sonda (oro ou naso gástrica) fina ou um finíssimo tubo de plástico.

Nestes casos devem-se controlar de forma periódica, as evacuações, diurese e o peso do lactente, para reduzir o suplemento de forma progressiva até suspendê-lo quando a mãe recupere sua produção de leite.

É fundamental que as mães adotivas aumentem sua ingestão calórica, já que elas não contam com a reserva de gordura que a puérpera geralmente apresenta, para cobrir os requerimentos energéticos da produção de leite.

Vale à pena tentar!

Publicado originalmente no www.aleitamento.com em 25/3/2003

Autor: Marcus Renato de Carvalho

Data: 30/4/2007
 

Como acontece o Processo da Lactação Adotiva?

O processo consiste em colocar o bebê no peito para sugar fixando uma sonda próximo ao mamilo todas as vezes que este for alimentado. A outra extremidade da sonda é mergulhada num recipiente contendo leite artificial. A medida que a criança suga ela estimula a produção láctea e se alimenta. Quando a mama começar a produzir leite, o volume de leite oferecido é lentamente diminuído. Durante todo processo há o acompanhamento da evolução clínica da mãe e do bebê.
O PRAMAMA, Programa de Aleitamento Materno: Acolhendo Mães Adotivas, foi desenvolvido pelo Banco de Leite do Hospital Maternidade Interlagos,  (011) 5669-1891

Localização do Hospital:
R:Leonor Alvim N°211 – Interlagos
CEP: 04802-190 – São Paulo – SP
Fone:  (11) 5666-0222 Fax: 5666-5300

http://www.hminterlagos.com.br/banco_leite/pramama.htm


DICAS DE AMAMENTAÇÃO PARA MÃES ADOTIVAS

Uma mulher pode produzir leite mesmo depois de parar de amamentar?
Sim. É possível! Fazer massagens no peito, colocar compressas mornas e utilizar a técnica de relactação ajuda muito. No entanto, o maior estímulo para a produção do leite vem da sucção da boca do bebê. Por isso, mães que passaram por essa experiência ofereciam o peito muitas vezes por dia, de oito ou mais.

Será que eu consigo?
Como em qualquer situação de amamentação, a conquista está relacionada ao desejo de amamentar e também à persistência e ao apoio. Tudo isso depende da mãe e das pessoas que estão mais próximas dela: familiares, companheiros, amigos e outras mães que já passaram pela experiência Trocar idéias com todos os envolvidos ajuda bastante. A tranqüilidade e o estado emocional também influenciam.

Como fazer a relactação?
As técnicas de relactação ou de lactação adotiva podem ser utilizadas e adaptadas a cada caso.
A forma mais freqüente de lactação é o uso de sonda nasogástrica nº 4 ou 6 com a extremidade cortada e arredondada (abaulada pelo fogo) para não machucar a boca do bebê. A ponta da sonda fica junto ao bico o peito (pode ser presa com uma fita crepe) e a outra ponta da sonda é mergulhada no leite. O leite pode estar em uma seringa, copinho ou qualquer vasilha limpa.
O recipiente que contém o leite deve estar em local mais alto do que o peito. Assim, a sonda se enche e leva o leite até a ponta que está junto ao bico, chegando à boca da criança que está mamando. Pode-se então abaixar o recipiente para forçar a sucção. Se o líquido estiver na seringa, basta comprimir o êmbolo devagarzinho.

Qual leite oferecer ao bebê?
O leite humano é o melhor alimento para os bebês. Se possível, oferecer leite humano ordenhado. Se não, pode-se oferecer leite de algum outro animal adaptado, como os das fórmulas para recém-nascidos.

Quando a mãe volta a produzir seu próprio leite?
Ao mesmo tempo que mama o peito, o bebê vai recebendo o alimento e estimulando a produção da mãe. Com o passar dos dias, a mãe volta a produzir seu próprio leite, em quantidades cada vez maiores. Assim, pode-se reduzir a quantidade administrada pela sonda.

Meu leite será suficiente?

Famílias, mães e crianças são únicas. Algumas mães conseguem abandonar o uso da sonda rapidamente. Outras passam toda a amamentação do filho utilizando a técnica. Em amamentação, não existem soluções certas ou erradas.

Cada pessoa deve encontrar seu caminho. Pela nossa experiência, observamos que uma das coisas mais importantes em todo esse processo é receber apoio e solidariedade.

Fonte: http://amamentacao.wordpress.com/amamentacao-adotiva/