Adoção tardia – a história da família da Mariah e do Fábio, pais de 02 filhos biológicos, que adotaram 04 meninas de 14, 12, 09 e 06 anos.

Queridos,

A Mariah compartilhou aqui no blog a história da família dela, L-I-N-D-A! Pessoas assim nos fazem acreditar que dias melhores estão por vir.

Sinopse: Adoção tardia – a história da família da Mariah e do Fábio, pais de 02 filhos biológicos, que adotaram 04 meninas de 14, 12, 09 e 06 anos. Florianópolis – SC – Brasil – campanha do Governo SC. Publicação autorizada por Mariah.

Beijos com amor,

Luciane


A experiência de minha família com a adoção tardia é muito especial e marcante. No ano de 2004, casada, mãe biológica de Victor, 5 anos e Sophia, 3. Uma família perfeita aos olhos de qualquer pessoa. Porém, a vontade de ter mais um filho e mais velho que Victor e Sophia, tumultuava meus pensamentos. Mas, faltava-me a coragem de iniciar. Na véspera de Natal, andava eu pelo comércio comprando os presente para meus filhos e uma ação de exagero me fez refletir… Sobre a abundância que meus filhos estavam recebendo. Eu que vim de uma família muito humilde não poderia ser conivente e sustentar aqueles luxos. Pois, seriam criados valorizando os bens materiais e não a humildade, caridade e amor ao próximo. Naquele momento, mudei minha postura e conversei com meu marido para adotarmos uma menina mais velha que os dois. Corrida para os tramites legais e uma chamada inusitada. Fui ao abrigo conhecer uma menina de 6 anos. E uma surpresa maravilhosa e esplendida aconteceu comigo e mudou toda minha vida. Por favor, assistam o documentário de minha família, no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=ZVLooZncaMM
Depois me contem. Nosso objetivo nesta vida é influenciar outras famílias a optarem pela adoção tardia, partindo do principio que toda criança merece uma família. Também escrevemos o livro: Adoçao Tardia: Relatos e Experiências, que relata de forma detalhada a história desta família de 8.

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Adoção tardia e as cicatrizes emocionais

Infelizmente a adoção ainda é cercada de muito preconceito. A adoção tardia mais ainda. A “genética ruim”, os traumas sofridos e as dificuldades de adaptação são os medos mais citados por quem pensa em adotar uma criança maior de três anos de idade. No meio de tudo isso existem mitos e verdades, vamos tentar organizar melhor estas dúvidas.

Um dos receios quando se fala em adoção tardia é o trauma que a criança pode carregar. Sim, a criança tem memórias dolorosas de experiências ruins que possa ter vivido. Ela passou por rejeições e abandonos gerando marcas profundas e irreversíveis, como se fossem cicatrizes emocionais. Por outro lado, essas crianças possuem uma enorme capacidade de lidar com problemas e conviver com essas tais cicatrizes. Ainda mais quando elas encontram pais pacientes, amorosos e flexíveis que sejam capazes de ouvi-las, acolhe-las e mostrar-lhes um mundo novo, bem diferente daquele que elas conhecem.

Sobre a tal “genética ruim” podemos pensar o seguinte: todos nós somos compostos de muito mais coisas que a genética. Somos resultados de experiências adquiridas ao longo da vida. Ninguém é “condenado” à uma genética. Portanto, se oferecermos à essas crianças uma nova realidade, novos laços afetivos, novas experiências serão adquiridas e é com essa base que ela irá seguir sua vida e formar sua personalidade.

O período de adaptação é outra grande preocupação dos futuros pais. A adaptação de uma criança maior é mais complexa e cheia de testes. As crianças sentem uma necessidade de testar se a nova família irá realmente aceita-la com toda sua história, traumas e características já adquiridas. A grande maioria das vezes isso acontece de forma inconsciente, ou seja, a criança não faz de propósito. Como a criança já foi rejeitada em outro momento é como se ela quisesse compreender o motivo pelos quais os pais adotivos querem ficar com ela, já que quem deveria amar e cuidar a abandonou anteriormente. Em algum momento crises de raiva podem se fazer presentes. É importante que os pais compreendam que esta raiva não é dirigida à eles, mas sim a toda uma vida que existia anterior a essa nova família.

Essas são apenas algumas situações que podem ocorrer em uma adoção tardia. É importante lembrar que cada relação é uma relação e no decorrer do tempo que ela será construída. Com amor, paciência e respeito ao tempo da criança, as dificuldades vão sumindo pouco a pouco. A criança responde muito rápido ao afeto e na medida em que os laços vão sendo criados, as dificuldades vão enfraquecendo.

A adoção tardia tem tudo para ser uma linda história de recomeço, e apesar das possíveis dificuldades vale muito a pena. Como em qualquer adoção é importantíssimo pensar muito bem antes de tomar esta decisão, pois nenhuma criança merece passar por uma nova história de rejeição. Decisão tomada, medos enfrentados e você estará pronto para formar sua nova família!

Até a próxima!

Livia Oliveira

Psicóloga

http://gravidezinvisivel.com/parceiros/psicologa-livia-oliveira/

Vídeo: Adoção Tardia, Período de Adaptação

Queridos,

Compartilho com vocês o 2º vídeo do trabalho de conclusão da leitora Simone Uriartt sobre Adoção Tardia. Ela é formanda do curso de Design Visual da UFRGS.

Pra quem não viu o 1º vídeo, segue o link: http://gravidezinvisivel.com/2014/12/05/video-adocao-tardia-afeto-nao-tem-idade-por-simone-uriartt/

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Quem quiser apoiar o trabalho, o email para contato é suriartt@gmail.com. Linda iniciativa!! Vale a pena assistir!!! Beijos, Lu


Segue abaixo informações sobre do trabalho:

O objetivo do canal “Adoção Tardia, afeto não tem idade” é desmistificar a adoção tardia, promovendo os benefícios afetivos decorrentes da filiação adotiva.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=lG8xEY1sqlg&feature=youtu.be

Sou formanda do curso de Design Visual da UFRGS e filha por adoção desde os três anos de idade, e minha motivação é ajudar a garantir o direito de toda criança a se desenvolver em um ambiente familiar. Ademais, ter uma postura pró-ativa em relação ao que ocorre a nossa volta e utilizar o conhecimento para melhorar a qualidade de vida, contribui para salientar a responsabilidade social que deve fazer parte da formação de todo profissional. Uma vez que o contexto atual do Brasil ainda apresenta muitos problemas sociais para serem resolvidos, existe espaço para a colaboração de profissionais de diferentes áreas, inclusive o designer. A frase “É impossível ser feliz sozinho” de Tom Jobim transmite minha dedicação por esse projeto, pois desejo que todas as crianças institucionalizadas tenham as mesmas oportunidades que eu tive na vida.

Para o desenvolvimento desse projeto, participei desde março do Grupo de Apoio à Adoção organizado pelo Instituto Amigos de Lucas de Porto Alegre. Nas reuniões foi possível identificar os principais desafios enfrentados, e com base nessa imersão em contexto foi possível definir qual conteúdo seria abordado e qual seria a melhor mídia e forma de divulgação para sensibilizar os pretendentes à adoção.

Adoção é a união de interesses. O sonho de adultos em formar, ou ampliar, uma família une-se ao direito da criança e do adolescente, destituídos da família biológica, de crescerem em um ambiente familiar. Atualmente, segundo o Conselho Nacional de Justiça, existem no Brasil 28.151 pretendentes para 5.281 crianças e adolescentes aptos à adoção*. O motivo para tal descompasso deve-se às exigências dos pretendentes em relação a criança desejada, sendo a faixa etária um dos maiores limitantes das chances de adoção.
Além disso, o Acolhimento Institucional é uma alternativa de caráter provisório e excepcional (por lei não deve exceder a dois anos de duração) de proteção da criança e do adolescente, aplicável depois que diferentes formas de auxílio tenham sido oferecidas a famílias em estado de vulnerabilidade. Entretanto, muitas crianças e adolescentes enfrentam uma espera superior a dois anos, e quanto mais tempo aguardarem, menores serão as chances de serem inseridos em uma nova família. O Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária promulgado em 2006 estimou que um ano numa situação de acolhimento significa um prejuízo de quatro meses no processo de desenvolvimento de uma criança.

Gostaria que o canal tivesse continuidade com a produção de mais episódios e estou em busca de interessados em apoiar o projeto. Contato: suriartt@gmail.com

Professora Orientadora: Maria do Carmo Curtis
Ilustração: Mariana Yatsuda Ikuta

*Dados de 2012

Simone Uriartt

Design Visual | UFRGS

Adoção: Contando a história da família através de um álbum

Queridos,

Compartilho com vocês a história e a ideia da Karla Karine Mediotti. Pois bem, ela está preparando um álbum de scrapbook da família super legal!! 

Lembram do post sobre o diário da adoção no qual contamos um pouco sobre como é a técnica do scrapbook? Segue o link: http://gravidezinvisivel.com/gravidez-do-coracao/a-importancia-do-diario/ 

Vale a pena conferir o relato dela!

Beijos com carinho, Lu


Nossa história com adoção começou assim que começamos a namorar e falei para o Bruno que queria adotar. Sempre sonhei em adotar, nunca me imaginei grávida… Mas até então queríamos adotar um bebê. Somente nesse ano, ao receber em minha sala de aula uma aluna de 5 anos que estava abrigada, que tudo mudou…
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Fomos visitar o abrigo e conhecemos outras crianças “maiores” abrigadas. Nesse momento tudo mudou pois percebemos que crianças abrigadas não são tão independentes quanto achavámos que eram. Muito pelo contrário, percebermos que quanto mais “velhas” as crianças forem, mais abertas estão para uma aproximação!!!
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Então, a saga começou em março quando entregamos toda papelada. Em Junho fizemos o curso. Em Outubro fizemos a entrevista com o Assistente Social, quando traçamos o perfil: menina de até 8 anos, e, logo recebemos a visita em casa. Por fim, em Janeiro do ano que vem passaremos pela avaliação psicológica.
Com o passar do tempo a ansiedade passou a bater então não consegui me segurar mais e comecei a preparar o que dava, então comecei a registrar tudo que IMG-20141222-WA0117_resizedfazíamos para depois fazer um scrapbook. Essa semana passei numa lojinha que amo e vi esse livrinho de scrap que dá pra levar na bolsa e comprei lógico… cheguei em casa e resolvi 20141221_195930_resizedfazer o álbum pois acho uma boa apresentar a família em fotos pra não ser tão surpresa o primeiro encontro. Então fiz o scrap da família, tem até as dogs rsrs, e agora penso em completar com fotos da nossa casa e dos preparativos que estamos fazendo! 20141221_200047_resized

Obrigada pelo carinho e parabéns pela iniciativa do site, com certeza está ajudando e inspirando muitas pessoas assim como me inspirou a fazer um álbum da gravidez do coração quando nos habilitarem!
Beijos, Karla
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Vídeo: Mitos da adoção: Adotados com mais idade são revoltados

Queridos,

Compartilho com vcs mais um vídeo muito legal do Edgar Hernandes, Coaching para quem deseja adotar.

Ele tem uma página no facebook https://www.facebook.com/coachingparaadocao

Neste vídeo ele explica sobre o receio que as pessoas tem de adotar crianças mais velhas devido ao medo da memória emocional, traumas que consideram insuperáveis e vícios, sendo assim as crianças mais velhas vão ficando nos abrigos. Com 18 anos esses jovens tem que deixar os abrigos sem família, sem suporte emocional e sem condições financeiras de dar sequência às suas vidas. Por isso, nesse vídeo ele faz um apelo a todos pensarem na adoção tardia como uma outra adoção qualquer e que incentivem a adoção de crianças mais velhas, pois elas estão preparadas para dar muito amor e carinho. Elas trazem dentro de si um amor represado por passarem anos sem dar esse amor a alguém.

Beijos com carinho, Luciane

Vídeo: Adoção Tardia, afeto não tem idade por Simone Uriartt

Queridos,

Compartilho com vocês o trabalho de conclusão da leitora Simone Uriartt sobre Adoção Tardia. Ela é formanda do curso de Design Visual da UFRGS. Quem quiser apoiar o trabalho, o email para contato é suriartt@gmail.com. Linda iniciativa!! Vale a pena assistir!!! Beijos, Lu

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Segue abaixo informações sobre do trabalho:

O objetivo do canal “Adoção Tardia, afeto não tem idade” é desmistificar a adoção tardia, promovendo os benefícios afetivos decorrentes da filiação adotiva.

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Sou formanda do curso de Design Visual da UFRGS e filha por adoção desde os três anos de idade, e minha motivação é ajudar a garantir o direito de toda criança a se desenvolver em um ambiente familiar. Ademais, ter uma postura pró-ativa em relação ao que ocorre a nossa volta e utilizar o conhecimento para melhorar a qualidade de vida, contribui para salientar a responsabilidade social que deve fazer parte da formação de todo profissional. Uma vez que o contexto atual do Brasil ainda apresenta muitos problemas sociais para serem resolvidos, existe espaço para a colaboração de profissionais de diferentes áreas, inclusive o designer. A frase “É impossível ser feliz sozinho” de Tom Jobim transmite minha dedicação por esse projeto, pois desejo que todas as crianças institucionalizadas tenham as mesmas oportunidades que eu tive na vida.

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Link do vídeo:

Para o desenvolvimento desse projeto, participei desde março do Grupo de Apoio à Adoção organizado pelo Instituto Amigos de Lucas de Porto Alegre. Nas reuniões foi possível identificar os principais desafios enfrentados, e com base nessa imersão em contexto foi possível definir qual conteúdo seria abordado e qual seria a melhor mídia e forma de divulgação para sensibilizar os pretendentes à adoção.

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Adoção é a união de interesses. O sonho de adultos em formar, ou ampliar, uma família une-se ao direito da criança e do adolescente, destituídos da família biológica, de crescerem em um ambiente familiar. Atualmente, segundo o Conselho Nacional de Justiça, existem no Brasil 28.151 pretendentes para 5.281 crianças e adolescentes aptos à adoção*. O motivo para tal descompasso deve-se às exigências dos pretendentes em relação a criança desejada, sendo a faixa etária um dos maiores limitantes das chances de adoção.
Além disso, o Acolhimento Institucional é uma alternativa de caráter provisório e excepcional (por lei não deve exceder a dois anos de duração) de proteção da criança e do adolescente, aplicável depois que diferentes formas de auxílio tenham sido oferecidas a famílias em estado de vulnerabilidade. Entretanto, muitas crianças e adolescentes enfrentam uma espera superior a dois anos, e quanto mais tempo aguardarem, menores serão as chances de serem inseridos em uma nova família. O Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária promulgado em 2006 estimou que um ano numa situação de acolhimento significa um prejuízo de quatro meses no processo de desenvolvimento de uma criança.

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Gostaria que o canal tivesse continuidade com a produção de mais episódios e estou em busca de interessados em apoiar o projeto. Contato: suriartt@gmail.com

Professora Orientadora: Maria do Carmo Curtis
Ilustração: Mariana Yatsuda Ikuta

*Dados de 2012

Simone Uriartt

Design Visual | UFRGS

Como Fui Escolhida – Uma História de Adoção Tardia

Gente, a história da Romilda é linda demais!!!! Li o testemunho dela em outro blog, entrei em contato por email e ela autorizou a publicação aqui no blog. Que história linda, imperdível!!! 

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“Em minha história de vida existiram muitas perdas e começaram precocemente, porém contribuíram para minha formação e fortalecimento.

Nasci na cidade de Cachoeirinha/RS, aos meus dois anos de vida meu pai biológico faleceu. Tenho poucas lembranças dele, mas uma vívida em minha mente é de cavalgarmos, ele me segurava de forma muito afetiva e protetora.

Já minha mãe biológica faleceu na minha presença, quando eu tinha apenas sete anos de idade. A partir deste dia minha vida mudou, pois minha irmã mais velha e eu fomos morar em outra cidade com um casal de conhecidos.

Porém, mesmo antes de eu nascer, Deus já tinha tudo planejado… recém-casada, “minha irmã do coração”, foi viver em uma cidade próxima àquela na qual eu estava. Seu esposo acabou conhecendo minha história e dividiu com ela, que por sua vez ligou para São Paulo e contou à mãe. Minha, então futura, mãe estava triste, pois já que sua filha primogênita acabara de se casar e mudara para o Rio Grade do Sul. Ouviu a história atentamente e, segundo ela, bastante comovida fez apenas uma pergunta: “Ela não tem mais ninguém? Se não tiver e ela quiser vou buscá-la”.

Minha futura irmã então me contou de São Paulo e perguntou se gostaria de “ter uma nova família”. Confesso que fiquei dividida, ora era uma oportunidade incrível, mas eu não queria ficar longe de minha irmã biológica. Conversei com ela que me convenceu das vantagens de ter uma nova família, e foi assim que eu aceitei… mesmo com medo.

Logo, minha nova mãe foi me conhecer e me buscar. Podemos dizer que foi “amor à primeira vista”, aquele olhar meigo e terno e o sorriso dócil me cativaram.

Chegando a São Paulo conheci meu novo pai e meu novo irmão, os quais estavam ansiosamente me aguardando. Eu estava com medo e tímida, mas todos foram muito compreensivos. Eu tinha apenas oito anos quando “nasci” nesta nova família.

Fomos ao juizado; entrevista com assistente social, entrevista com psicóloga, entrevista com juiz… todos preocupados com meu bem estar e se realmente era isto que eu queria. Naturalmente, eu não tinha dúvidas que esta nova família me amava.

Um ano depois de meu “nascimento”, minha “certidão” estava pronta. Era oficial!

Não vou dizer que foi fácil, pois toda a adaptação leva tempo e é complicada. Adaptar é harmonizar, acomodar, adequar sentimentos, a vida.

Não consigo imaginar como seria minha vida se meus pais não tivessem me adotado, se eles não tivessem decidido investir nesta relação, por medo e insegurança, como muitos fazem. “Adotar? Pode dar problema!” “Não conheço a família.” “E a genética?”

Meus pais não pensaram nisso. Apenas agiram com o coração, com o amor! Como minha mãe me falava: era seu desejo ter três filhos, desde solteira. Me contava que, após ter meus irmãos, sonhava com uma terceira criança, mas não conseguia ver o rosto. Depois que “eu nasci” na família, ela teve certeza que eu era a criança dos seus sonhos.

Sempre fui muito companheira de meus pais, minha mãe era minha confidente, amiga, conselheira. Meu pai ciumento, protetor e dedicado. Meus grandes exemplos.

Hoje já não tenho meus “pais do coração comigo”, mas sempre me senti muito especial, amada por eles me deram tudo o que sempre precisei. Estudo, amor, um lar… o mais precioso que eu podia receber: a estrutura de um lar onde eu era amada e onde eu amava! Nunca me vi como uma filha adotiva, mas como uma filha biológica! Ora fui tão amada e desejada, como poderia ser diferente? Meus pais poderiam não ter me escolhido, mas o fizeram; e mesmo antes de me conhecer. Sou muito privilegiada!

Foi nesse lar que eu aprendi mais e desenvolvi grande relação com o Criador do Universo. Foi nesse lar onde eu recebi a base de uma família para hoje ser mulher sábia em meu lar. Foi nesse lar que eu recebi a chance de me tornar quem sou hoje. Já que eu poderia ser mais uma criança sem ‘eira nem beira’ como tantas outras por aí.

Deus me deu uma chance, meus amados pais aceitaram a chance de serem instrumentos nas mãos d´Aquele que já tinha o propósito de minha vida. Hoje eu sou extremamente feliz em meu lar, sou psicólogo graças a formação que meus amados pais me proporcionaram e sou esposa graças aos incansáveis esforços deles em me ensinarem tantos dos valores que carrego hoje. Sou feliz porque tenho um Pai no céu que não me desampara e que jamais me desamparou! Almejo, com toda minha alma, reencontrar meus pais num futuro não tão distante…”

Dados de contato:

Romilda Alessandra Pedromo Trindade, 32 anos, casada. Psicóloga. E-mail:romipedromo@gmail.com