Depoimento de uma filha gerada no coração – Ana Laval

Lindo depoimento da Ana Laval que foi gerada no coração pela mãe Berenice.

É emocionante ler o outro lado da história, o lado de quem recebeu este grande amor que foi gerado no coração!

Ana, obrigada pela generosidade em compartilhar a tua história conosco. Deus abençoe você e sua família.

Beijos Lu


Fui abandonada em um hospital, com 7 meses e minha mãe, estava na fila de Adoção.
 
Num certo dia, ligaram para ela, dizendo que havia uma menininha linda, à sua espera…
 
Ela saiu como um foguete de casa… Bom, não preciso nem falar, que foi AMOR, à primeira vista, né?
 
Depois de alguns dias, tive alta médica e fui conhecer o que era um lar, uma família…
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Ana e a mãe Berenice

 
Infelizmente, dias depois, a pessoa que me gerou, me quis de volta e aí, começou uma grande tortura psicológica, na minha mãe e no meu pai.
 
Foram dias, meses de angústias, com visistas surpresas de Assistente social, audiências no FÓRUM, até que com 1 ano e pouquinho, na última audiência, a minha mãe, ganhou a guarda, já que a Maria, assinou o Pátrio Poder.
 
Não preciso falar, na festa que fizeram pra mim!!!
 
Os tempos foram passando e minha mãe, nunca escondeu de mim, sobre a minha verdadeira história, sem comentar que eu era a cara dela e do meu pai, né? kkkk
 
Sempre soube, desde de pequena!
 
Quando eu tinha 6 anos, ainda usava mamadeira, ela me disse que se eu jogasse fora a mamadeira, ganharia um irmãozinho… Não precisa nem dizer, que saí correndo e joguei no lixo… E lá estávamos na fila de adoção, a esperar pelo meu irmão!
 
5 meses de gestação e lá veio ao mundo, o meu amado irmão… Com apenas dois dias, ele já era nosso… O irmão que tanto sonhei!
Ana com o irmão Adriano e o pai Isaías

Ana com o irmão Adriano e o pai Isaías

 
1 ano depois, já estava com a certidão do nosso sobrenome!!!
 
Minha mãe, foi a melhor mãe do mundo! As minhas amigas, primas, não entendiam tanta amizade, cumplicidade, amor, adoração e ligação, que tínhamos uma com a outra… Minha mãe me conhecia, apenas com um ALÔ… Como pode tanto amor??? 
Ana e a mãe

Ana e a mãe Berenice

 
Mas, dia 11/12/2007, Deus a levou… Ela cumpriu a sua grande missão e deixou seu legado aqui na terra…
 
Hoje, tenho 34 anos, sou casada, Diretora de uma Creche e tenho um filho de 5 anos…
Ana com o marido Ricardo e filhote Guilherme

Ana com o marido Ricardo e filhote Guilherme

 
Ana com o marido Ricardo e filhote Guilherme

Ana com o marido Ricardo e filhote Guilherme

Enfim, essa é a minha história!!!
 
Ah, o que dizer sobre ADOÇÃO?
Sou agradecida a Deus em primeiro lugar, a Maria que me gerou mas, principalmente, pelos pais que eu tive. Exemplo de caráter de amor… Eles são demais!!! 🙂
Ana Laval
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Depoimento: A realidade e os sentimentos de quem viveu em um abrigo/casa de acolhimento

Pessoal, compartilho com vocês o depoimento da Isabela* para entendermos a realidade e os sentimentos de quem passa pelo abandono e casas de acolhimento. Querida, desejo que você seja muito feliz com a família que está construindo. Com amor e gratidão pela generosidade em compartilhar conosco a sua história. Luciane

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Meu nome é Isabela Silva*, tenho 4 irmãos. Quando éramos pequenos fomos para um abrigo.

Minha mãe trabalhava de doméstica o dia inteiro, sustentava nos cinco e pagava o aluguel da casa. Quando eu tinha 3 anos ela se separou do meu pai, porque sofria violência doméstica, tanto física e moral, e também abusava sexualmente de mim. No tempo em que minha mãe trabalhava, ficávamos na creche perto de casa, nas férias tínhamos que ficar sozinhos em casa, comendo uma pequena marmita que minha mãe deixava pronta.

Em 2000, o Conselho Tutelar recebeu a denúncia que cinco crianças passava o dia inteiro sozinhos em casa, trancados com apenas uma marmita para comer, foi por tal motivo que fomos parar no lar. Eu era tão pequena que não chorei, não senti nada, meus irmãos também não choraram, estranhamos tanta criança de várias idades num só lugar … O começo não foi tão difícil. (acho que isso depende de cada criança, algumas chegavam chorando, querendo a mãe, não comiam, etc) Passadas algumas semanas minha mãe começou a nos visitar todo domingo; No final da visita lembro de abraçar ela forte e chorar quando ela ia embora, ficava no portão até ver ela sumindo ao longe…  Foi nesse tempo que as coisas começaram a fazer sentido,“ como assim eu tenho que ficar longe da minha mãe!?”  Lembro de ver várias crianças indo embora com seus familiares ou sendo adotadas, eu ficava tão triste, queria sair de lá também.

Em 2003 finalmente minha mãe conseguiu nossa guarda, saímos do lar, foi véspera de Natal, foi uma felicidade! Minha mãe estava namorando um cara,  bem legal por sinal, cuidava bem dela, mais ele não gostava da idéia de ” ser pai” de cinco crianças, então acabou que ele foi embora e deixou minha mãe. De novo a história se repete, minha mãe trabalhando fora e nos na escola. Mais aconteceu que minha mãe teve um acidente no trabalho, minha mãe ficava em casa, cuidando da gente, saímos da escola. Ela arrumou um namorado que usava  drogas, e consequentemente ela veio a usar também.

Em março de 2004 voltamos para o lar, dessa vez chorei muito, não queria voltar para o lar, não porque era ruim, mais porque queria minha mãe.
Dessa vez não tinha visitas aos domingos, e nem abraços de mãe, ela tinha sumido completamente!
Passados cinco anos recebi a notícia que tinha um casal que queria adotar nos cinco, meus irmãos ficaram super felizes, nós iamos embora afinal!
Era um casal simpático e humilde, eram da religião Mórmon, então começou todo aquele processo, domingo eles viam ver a gente, e depois de um tempo começamos a ir na casa deles passar o final de semana. Foi muito importante esse processo, foi quando eu percebi que não queria ir morar com eles, não queria ser adotada, por vários motivos, eles queriam que chamassemos eles de mãe e pai, queriam que dedicassemos a religião deles, e por fim ela não gostava do meu jeito de se vestir, queria me obrigar a usar vestidos que a Igreja determinava. Ela queria mudar nosso jeito, nossos costumes. Então não deu certo, conversei com ela e falei.

Isso significava que eu ficaria no lar por mais tempo, mais isso já não era problema, já estava acostumada, não sentia mais falta da minha mãe, o lar virou minha casa, e as crianças e adolescentes viraram meus irmãos.
E foi passando os anos, aconteceu várias coisas, muitos foram embora, muitos chegaram e até hoje vivem lá. Quem está no lar desde criança até hoje, percebe –  se  um jeito bem reservado quando se trata de mãe e pai, já por estarmos cansados de esperar por alguém, não temos mais afeto por pai e mãe, não sentimos falta, acostumamos a ficar sem, o dia das mães e dos pais é um dia qualquer como os outros. Mais já para o lado das crianças, eles vêem as mães sociais ( nos chamamos de “tia” as mulheres que cuidam das crianças lá dentro) como verdadeiras mães, mesmo que não é de sangue, mais eles se apegam a elas, dão aquelas lembrancinhas feita nas escolas para elas, eles sim sentem essa necessidade da mãe e do pai, mais nós mais velhos, sabemos que logo esse afeto passa, quando vemos que o tempo está passando.

Hoje já tenho mais de 18 anos e não moro mais no abrigo. Já tenho minha casa que consegui através do Programa Social Minha Casa Minha Vida, tenho um bebê que eu amo mais do que tudo e vivo com meu namorado/marido. Essa é minha família que eu construí.

Junto com minha irmã mais nova encontramos nossa mãe, ela já não usava mais droga, mora em outra cidade e ainda trabalha de doméstica. Ela ficou contente por sabermos que estávamos todos bem, namora um cara que eu não gosto muito. Ela conseguiu a guarda do meu irmão caçula que está morando com ela. Falamos pouco com ela, não consigo sentir afeto por ela, respeito sim, amor não.

  • Nome fictício, o verdadeiro nome não foi informado para preservar a identidade e história.

Coluna Adotando com Estilo by Pri: 3 dicas de ScrapBook para o Diário da Gestação do Coração

Olá Pessoal!!

Tudo bem com vocês?

Aqui a Gestação do Coração corre tranquilamente na espera!!

Hoje é dia de mais um post da Coluna Adotando com Estilo, e trouxe para vocês a ideia de utilizar o Diário da Gestação do Coração como “terapia” nessa espera!!

Sei que nem todas possuem habilidades manuais de artistas prendadas, mas fazer alguns “frufrus” para embelezar ainda mais o Diário da Gestação é super fácil, além de melhorar a autoestima.

É super importante colocar no papel as palavras de amor que está sentindo naquele momento, ou de ansiedade… tirar de dentro do peito o que aflige (através das palavras escritas) traz uma sensação de alívio, e também sabemos que a palavra escrita e falada têm um grande poder!!

Então bora assistir o Vídeo com 3 Dicas de Scrapbook para deixar seu Diário da Gestação do Coração mais lindo!!

Você pode utilizar vários materiais que tens em casa, caixas de papelão, papéis de presente, restos de fitas, tags de roupas, e por aí vai… Olha essas ideias aqui:

diário

diário 2

diário 3

diário 4

diário 5

Espero que tenham gostado das dicas e aproveitem para colocar o amor em palavras nesse diário!!

Bj Bj no Coração

Pri Aitelli   

Colunista do Blog Gravidez Invisível

Coluna Adotando com Estilo

http://gravidezinvisivel.com/parceiros/blog-mamy-antenada/

Estréia do nosso canal no Youtube! 1º vídeo: Um parto do coração da adoção – música “Reconhecimento” da Isadora Canto

Queridos,

Hesitei bastante mas finalmente hoje será a estréia do nosso canal no Youtube!!!

O primeiro vídeo é do nosso parto do coração com a música “Reconhecimento” da Isadora Canto como trilha sonora pois eu simplesmente A-M-E-I !!!! 

Foi feito com muito amor! 

Beijos com carinho, Filipe & Luciane

Parente e Família por Fabricio Carpinejar

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Sempre me emociono quando reparo o quanto filhos adotivos passam a se parecer com os seus responsáveis. Ninguém diz que foram adotados: o mesmo olhar, o mesmo andar, a mesma forma de soletrar a respiração. Há um DNA da ternura mais intenso do que o próprio DNA. Os traços mudam conforme o amor a uma voz ou de acordo com o aconchego de um abraço.

Não subestimo a força da convivência. Família é feita de presença mais do que de registro. Há pais ausentes que nunca serão pais, há padrastos atentos que sempre serão pais.

Não existem pai e mãe por decreto, representam conquistas sucessivas. Não existem pai e mãe vitalícios. A paternidade e a maternidade significam favoritismo, só que não se ganha uma partida por antecipação. É preciso jogar dia por dia, rodada por rodada. Já perdi os meus filhos por distração, já os reconquistei por insistência e esforço.

Família é uma coisa, ser parente é outra. Identifico uma diferença fundamental. Amigos podem ser mais irmãos do que os irmãos ou mais mães do que as mães.

Família vem de laços espirituais; parente se caracteriza por laços sanguíneos. As pessoas que mais amo no decorrer da minha existência formarão a minha família, mesmo que não tenham nada a ver com o meu sobrenome.

Família é chegada, não origem. Família se descobre na velhice, não no berço. Família é afinidade, não determinação biológica. Família é quem ficou ao lado nas dificuldades enquanto a maioria desapareceu. Família é uma turma de sobreviventes, de eleitos, que enfrentam o mundo em nossa trincheira e jamais mudam de lado.

Já parentes são fatalidades, um lance de sorte ou azar. Nascemos tão somente ao lado deles, que têm a chance natural de se tornarem família, mas nem todos aproveitam.

Árvore genealógica é o início do ciclo, jamais o seu apogeu. Importante também pousar, frequentar os galhos, cuidar das folhagens, abastecer as raízes: trabalho feito pelas aves genealógicas de nossas vidas, os nossos verdadeiros familiares e cúmplices de segredos e desafios.

Dividir o teto não garante proximidade, o que assegura a afeição é dividir o destino.

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2015/09/carpinejar-parente-e-familia-4842961.html

Parto do coração com a trilha sonora – Reconhecimento da Isadora Canto

Gente querida,

Hoje uma leitora e amiga do blog, Acacia, me enviou a música “Reconhecimento” da Isadora Canto e meu coração se encheu de AMOR e EMOÇÃO ao imediatamente lembrar do meu primeiro encontro com o meu filho. Me vi novamente na hora do parto do coração, do meu pequeno príncipe Noah, mas desta vez escutando esta música. Se encaixa PERFEITAMENTE como trilha sonora de um parto do coração! AMEI!!!

eu e meu tesouro

eu e meu tesouro

Obrigada Isadora Canto pela bela canção que acolheu todos os papais e mamães, inclusive através da ADOÇÃO. Muito grata.

Escutem! Beijos com amor, Lu

Reconhecimento

Bem vindo meu novo ser
cercado de proteção
de tanto amor tanta paz
Dentro do meu coração.

É como se eu tivesse
esperado toda vida pra te embalar
É como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar

Nosso vídeo: 

Isadora Canto

Isadora Canto