Vídeo: Adoção Tardia, Período de Adaptação

Queridos,

Compartilho com vocês o 2º vídeo do trabalho de conclusão da leitora Simone Uriartt sobre Adoção Tardia. Ela é formanda do curso de Design Visual da UFRGS.

Pra quem não viu o 1º vídeo, segue o link: http://gravidezinvisivel.com/2014/12/05/video-adocao-tardia-afeto-nao-tem-idade-por-simone-uriartt/

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Quem quiser apoiar o trabalho, o email para contato é suriartt@gmail.com. Linda iniciativa!! Vale a pena assistir!!! Beijos, Lu


Segue abaixo informações sobre do trabalho:

O objetivo do canal “Adoção Tardia, afeto não tem idade” é desmistificar a adoção tardia, promovendo os benefícios afetivos decorrentes da filiação adotiva.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=lG8xEY1sqlg&feature=youtu.be

Sou formanda do curso de Design Visual da UFRGS e filha por adoção desde os três anos de idade, e minha motivação é ajudar a garantir o direito de toda criança a se desenvolver em um ambiente familiar. Ademais, ter uma postura pró-ativa em relação ao que ocorre a nossa volta e utilizar o conhecimento para melhorar a qualidade de vida, contribui para salientar a responsabilidade social que deve fazer parte da formação de todo profissional. Uma vez que o contexto atual do Brasil ainda apresenta muitos problemas sociais para serem resolvidos, existe espaço para a colaboração de profissionais de diferentes áreas, inclusive o designer. A frase “É impossível ser feliz sozinho” de Tom Jobim transmite minha dedicação por esse projeto, pois desejo que todas as crianças institucionalizadas tenham as mesmas oportunidades que eu tive na vida.

Para o desenvolvimento desse projeto, participei desde março do Grupo de Apoio à Adoção organizado pelo Instituto Amigos de Lucas de Porto Alegre. Nas reuniões foi possível identificar os principais desafios enfrentados, e com base nessa imersão em contexto foi possível definir qual conteúdo seria abordado e qual seria a melhor mídia e forma de divulgação para sensibilizar os pretendentes à adoção.

Adoção é a união de interesses. O sonho de adultos em formar, ou ampliar, uma família une-se ao direito da criança e do adolescente, destituídos da família biológica, de crescerem em um ambiente familiar. Atualmente, segundo o Conselho Nacional de Justiça, existem no Brasil 28.151 pretendentes para 5.281 crianças e adolescentes aptos à adoção*. O motivo para tal descompasso deve-se às exigências dos pretendentes em relação a criança desejada, sendo a faixa etária um dos maiores limitantes das chances de adoção.
Além disso, o Acolhimento Institucional é uma alternativa de caráter provisório e excepcional (por lei não deve exceder a dois anos de duração) de proteção da criança e do adolescente, aplicável depois que diferentes formas de auxílio tenham sido oferecidas a famílias em estado de vulnerabilidade. Entretanto, muitas crianças e adolescentes enfrentam uma espera superior a dois anos, e quanto mais tempo aguardarem, menores serão as chances de serem inseridos em uma nova família. O Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária promulgado em 2006 estimou que um ano numa situação de acolhimento significa um prejuízo de quatro meses no processo de desenvolvimento de uma criança.

Gostaria que o canal tivesse continuidade com a produção de mais episódios e estou em busca de interessados em apoiar o projeto. Contato: suriartt@gmail.com

Professora Orientadora: Maria do Carmo Curtis
Ilustração: Mariana Yatsuda Ikuta

*Dados de 2012

Simone Uriartt

Design Visual | UFRGS

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